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sábado, 27 de novembro de 2010

Agora é oficial:

"Ideias não realizadas" vira uma tag nesse blog. Isso por que vi no Io9 esse teaserzinho de um filme do Homem-Aranha que iria sair nos anos 90.



A produtora é a Cannon Group, a mesma do American Ninja...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Filme de Senhor dos Anéis pelos Beatles

Num artigo do blog Mundo Fantasmo, lançado via Twitter pelo Octavio Aragão. Dêem uma olhada. Mais um assunto na mesma vibe de um post recente daqui, mais uma obra que vai vagar pra sempre no mundo das ideias não-realizadas, esse lugarzinho fantástico.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Olhar de foto de banda

Dêem uma olhada nesses pôsteres e me digam: o que eles tem em comum (além do fato de serem filmes do John Hughes)?




Não sei quanto a vocês, mas pra mim tem esses olhares todos. Observe de novo, prestenção. Tô falando dos atores olhando pra gente com essa expressão clássica, essa cara de foto de banda. Acho que a ideia é bem essa mesmo: olhares de fotos de bandas. Sabe como é, essa COISA TODA adolescente e tal, própria do John Hughes.

Mas pra além disso, eles olham pra gente com uma tristeza. Quase que buscando (ou até implorando por) uma identificação com quem vê os pôsteres. Uma depressão adolescente, algum tipo de carência. Ao mesmo tempo, é cool (como no caso das fotos de bandas): eles olham pra câmera, olham pra gente - e não é uma expressão comum, que alguém te dirige numa situação comum. É algo propositalmente não-natural, por assim dizer.

Isso sem contar a linguagem corporal, né. Enfim.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Poderia ter sido, mas não foi

E essas fotos do filme do Superman que seria dirigido pelo Tim Burton?

Dá uma olhada nessa merda:


Sério.


Quando vejo essas coisas, não consigo não pensar nos Batmans do Joel Schumacher. Todo esse brilho, essa parada prata-plástica-fluorescente-clubber.



O potencial trash disso é tão divertido que tudo indica que seria um negócio tão ruim que seria bom. E o revival dos anos 90 tá aí, minha gente. Eu pagaria fácil pra ler uma versão quadrinizada do roteiro original do Superman Lives, ou qualquer coisa assim. Quem sabe um trailer falso pra ser colocado no Youtube já valeria.

Na verdade a própria ideia de um filme desses tão nonsense ter chegado perto de ter sido feito já é suficientemente FASCINANTE (que palavra, hein). Toda essa criatividade inutilizada, tendo sido usada mais depois cortada no meio do processo. Essas ideias todas parecem vagar por aí ainda, de alguma forma. É algo interessante de se pensar: todos esses projetos inacabados, pedaços de coisas que poderiam ter sido mas que, por muito pouco, não foram.

Acho que vou falar mais sobre isso, dá pano pra manga.

sério

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sweet Sweetback's Baadasssss Song

Esse "baadasssss" do nome do filme é de fato merecido. O personagem principal, o Sweetback do título, é um badass mesmo, cool pra caralho, cujo antagonista é O Homem. No original, The Man. O homem branco, cês tão ligados.

Como já foi escrito por aí, o filme é praticamente um manifesto revolucionário, é tipo o que o Godard faria se nascesse um norte-americano negro. E, como todo bom filme-manifesto, não desce fácil, apesar de ter um roteiro e um estilo que me soam engajantes mas se preocupando em entregar o mínimo de diversão pro espectador. (Em notas relacionadas, minha amada Fran não resistiu e caiu no sono depois de quinze minutos de filme)


Beetle, maluco que ajuda o Sweetback enquanto caga

Quero dizer: uma trama basicamente de ação, no qual o coitado do Sweetback corre, corre, corre, CORRE, faz sexo, depois corre, corre, corre e corre mais um pouco. Tem a polícia branca - todos mostrados como idiotas - tramando pra encontrar ele e, como eu falei, tem sexo. Em cenas devidamente não-simuladas, é bom frisar (o roteirista/diretor/produtor do filme, que também faz o papel de Sweetback, inclusive pegou gonorreia durante as filmagens). Sweetback é um PEGADOR, como a gente descobre em uma das primeiras cenas do filme. Isso deve ter influenciado os outros filmes de blaxpoitation que viriam depois.

A FITA tem uma edição INSANA, por assim dizer, cheia dos efeitos de pós-produção, efeitos visuais que podem significar o estado mental do personagem, numa vibe psicodélica-funk que só vai ficando mais intensa à medida que o filme passa. Mais intensa também vai ficando a participação da comunidade negra na perseguição do Sweetback, algo que é seminal dentro do filme. Esse sentimento de irmandade atrapalha o Homem e torna todos esses personagens importantes, como se eles fossem extensões do próprio Sweetback, vide as cenas no final em que o personagem meio que "conversa" com outras pessoas.



É bom frisar que em 2003 o filho do diretor do filme, Melvin Van Peebles, o Mario, fez um filme sobre a produção do SSBS, chamado Baadasssss!, tendo ele mesmo interpretando o pai. E tem até o Rainn Wilson, também conhecido com o o Dwight do The Office. Tá na lista pra ver.

ta olhano o q
palhaço

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

(AÊ: possíveis spoilers à frente. Caso vossa senhoria não tenha assistido à FITA, favor voltar depois de fazê-lo. Ou, se não se importar em ter alguma surpresa estragada, vá em frente. A vida é tua. Mas não diga que eu não avisei. Eu avisei. Não venha reclamar.)

Como o Terry Gilliam diz num dos extras do DVD, o filme é um tipo de grande reunião de tudo que ele mesmo já fez antes. Quem sou eu pra discordar, né?

De fato tem muita coisa ali que parece ser um tipo de referência muito particular ao estilo dele. Tem uma Londres suja e cheia de babacas que lembra Brazil ou mesmo Os 12 Macacos, tem planos que parecem ter sido feitos com a câmera na mão e usando uma clássica lente grande angular do Gilliam e poderiam muito bem ter saído de algum filme do Monty Python ou de Medo e Delírio e, mais do que nunca, a importância das histórias e da imaginação, vide Barão de Münchausen (aposto que esse trema tá errado) e Irmãos Grimm - além de, presume-se, aquele filme inacabado dele sobre o Dom Quixote.

Não é por acaso que o espaço da carruagem deles onde rolam as apresentações é em "widescreen".

Aqui o tema é tão importante que o Doutor Parnassus em questão aparece, em uma cena, num templo onde vários monges contam histórias pra SUSTENTAR O UNIVERSO. E, aparentemente, pro filme, as histórias mais fortes que existem são as histórias de redenção, como a do Dr. Parnassus, do Tony e, em certa medida, do Tony também. São histórias de grandes mudanças também. Afinal, como reza a CARTILHA DO BOM ROTEIRO, toda história é sobre mudança.

Fora que é muito legal ver o Terry Gilliam se divertindo nas cenas do mundo dentro do espelho, onde tudo é computação gráfica e muitas vezes as coisas ficam mais cartunísticas do que nunca na filmografia dele (as animações do Monty Python não contam).

- vem cá meu anãozinho, como é que faz com a mãozinha? Ooohhhhnnn

Ah, sim: tem um anão no filme, o cara que fez o Mini-Mim nos filmes do Austin Powers. Um anão, cara. Me diz um filme que tenha anão e que seja completamente descartável.

Por essas e outras o filme merece o consagrado DEDÃO BOTTINI DE QUALIDADE!