Esse é o EEFIN':
O nome vem do som que se deve fazer com a boca pra soltar os barulhos.
E, é claro, o clásico YODELING:
VAMOS TODOS BATER NOSSOS CHAPÉUS NA PERNA
Só pra fechar o assunto "caipirices americanas", aqui vai um momento sempre digno de lembrança.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Que doença
Tirei do Trabalho Sujo, essa versão technopop alemã do Trem da Alegria - só que sem a alegria.
Olha essa logo. O ritmo de velório do começo. Olha a empolgação deles, de quem parecem mal saber o que estão cantando. Olha o bigodinho do guri da direita. Olha o naipe blasé da menina. Ela inclusive resolve SE SENTAR na metade da música. Anti-sistema total. Percebam como é tudo mal ensaiado na parte do rap.
E esses pijamas. Notem que tem uma criança a mais cantando, mas que não aparece nas fotos - apesar de fazer um rap na metade. O bigodudo da direita, aquele com cara de boliviano, canta com a mão no bolso. Ninguém se importa com nada. As pessoas na plateia conseguem ser ainda menos empolgadas que eles. A famosa ginga alemã. Esse cenário inexplicável.
Que coisa sensacional.
Em tempo: outro vídeo deles, agora um pouco mais evoluídos:
Mas só um pouco.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Filme de Senhor dos Anéis pelos Beatles
Num artigo do blog Mundo Fantasmo, lançado via Twitter pelo Octavio Aragão. Dêem uma olhada. Mais um assunto na mesma vibe de um post recente daqui, mais uma obra que vai vagar pra sempre no mundo das ideias não-realizadas, esse lugarzinho fantástico.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"Eles são muitos mas não podem voar"
Cena final de Saramandaia, novela de 1976 do legendário Dias Gomes.
É de uma tosquice óbvia pros dias de hoje, mas é tudo bem arranjado, a forma como eles tentam esconder os problemas técnicos. É MAMBEMBE, mas é ROOTS. Fora que, ao que me consta, não se faz mais novela com esse nível de FODA-SE (também conhecido como realismo fantástico), com a coragem pra peitar os grandes padrões da sociedade. E o fator ditadura é sempre importante na TV dos anos 70, ainda mais nas novelas do Dias Gomes. Mas isso é pseudo-nostalgia barata - eu nem vivi os anos 70 pra dizer como eram as coisas.
Teve uma novela dos anos 2000 em que o prefeito da cidadezinha ficava com a pele azul ou verde, ou algo assim, mas nada que se compare à poesia de cenas como essa de Saramandaia. Fora outros momentos já clássicos, como a mulher que explode de tanto comer, Ary Fontoura virando lobisomem, o cara que solta formigas pelo nariz... Fellini feelings total.
O jeito é ficar no aguardo por outra novela da Globo que se passe perto de Serro Azul.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
(AÊ: possíveis spoilers à frente. Caso vossa senhoria não tenha assistido à FITA, favor voltar depois de fazê-lo. Ou, se não se importar em ter alguma surpresa estragada, vá em frente. A vida é tua. Mas não diga que eu não avisei. Eu avisei. Não venha reclamar.)
Como o Terry Gilliam diz num dos extras do DVD, o filme é um tipo de grande reunião de tudo que ele mesmo já fez antes. Quem sou eu pra discordar, né?
De fato tem muita coisa ali que parece ser um tipo de referência muito particular ao estilo dele. Tem uma Londres suja e cheia de babacas que lembra Brazil ou mesmo Os 12 Macacos, tem planos que parecem ter sido feitos com a câmera na mão e usando uma clássica lente grande angular do Gilliam e poderiam muito bem ter saído de algum filme do Monty Python ou de Medo e Delírio e, mais do que nunca, a importância das histórias e da imaginação, vide Barão de Münchausen (aposto que esse trema tá errado) e Irmãos Grimm - além de, presume-se, aquele filme inacabado dele sobre o Dom Quixote.

Não é por acaso que o espaço da carruagem deles onde rolam as apresentações é em "widescreen".
Aqui o tema é tão importante que o Doutor Parnassus em questão aparece, em uma cena, num templo onde vários monges contam histórias pra SUSTENTAR O UNIVERSO. E, aparentemente, pro filme, as histórias mais fortes que existem são as histórias de redenção, como a do Dr. Parnassus, do Tony e, em certa medida, do Tony também. São histórias de grandes mudanças também. Afinal, como reza a CARTILHA DO BOM ROTEIRO, toda história é sobre mudança.
Fora que é muito legal ver o Terry Gilliam se divertindo nas cenas do mundo dentro do espelho, onde tudo é computação gráfica e muitas vezes as coisas ficam mais cartunísticas do que nunca na filmografia dele (as animações do Monty Python não contam).

- vem cá meu anãozinho, como é que faz com a mãozinha? Ooohhhhnnn
Ah, sim: tem um anão no filme, o cara que fez o Mini-Mim nos filmes do Austin Powers. Um anão, cara. Me diz um filme que tenha anão e que seja completamente descartável.
Por essas e outras o filme merece o consagrado DEDÃO BOTTINI DE QUALIDADE!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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