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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tem algo de fantasmagórico nessa foto



É ou não é? Não sei se cara da Dona Clotilde, a cara de raiva da Chiquinha, os três meio que como se estivessem num velório, o fato de ter sido batida da televisão e isso mudar a qualidade dela, o fato de aparentemente ser uma imagem menor que foi aumentada pelo Terra e isso gerar ruído no resultado final...

Que loucura, minha gente.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RIP Leslie Nielsen

Então morre o Leslie Nielsen e junto com ele vai todo o espírito da comédia besteirol da ESCOLA CLÁSSICA, além de uma considerável parte da minha baixa adolescência.



É isso que eu chamo da escola clássica: os filmes dos irmãos Zucker e toda aquela turma. Tô falando da série Police Squad!, da trilogia Corra Que a Polícia Vem Aí, de Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu, de Top Secret, de Top Gang... fora outros em menor escala, como O Foragido e Duro De Espiar.



A verdade é que tanto o Nielsen quanto a turma dos irmãos Zucker (invariavelmente trabalhando juntos) ultimamente só vinha errando a mão. Detesto admitir, mas comédia besteirol mesmo era naquela época.

Aguardo ansiosamente pelo renascimento do besteirol. Sim, por que Todo Mundo Em Pânico e congêneres afins, são basicamente só forçação de barra. Falta a criatividade visual dos Zucker e, principalmente, o modo como o Leslie Nielsen (entre outros) atuava SÉRIO, como no médico do Apertem Os Cintos ou no tenente Frank Drebin do Corra Que a Polícia Vem Aí/Police Squad!. Acho que esse é um dos grandes truques da comédia: pra funcionar, tem que parecer "sério".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Olhar de foto de banda

Dêem uma olhada nesses pôsteres e me digam: o que eles tem em comum (além do fato de serem filmes do John Hughes)?




Não sei quanto a vocês, mas pra mim tem esses olhares todos. Observe de novo, prestenção. Tô falando dos atores olhando pra gente com essa expressão clássica, essa cara de foto de banda. Acho que a ideia é bem essa mesmo: olhares de fotos de bandas. Sabe como é, essa COISA TODA adolescente e tal, própria do John Hughes.

Mas pra além disso, eles olham pra gente com uma tristeza. Quase que buscando (ou até implorando por) uma identificação com quem vê os pôsteres. Uma depressão adolescente, algum tipo de carência. Ao mesmo tempo, é cool (como no caso das fotos de bandas): eles olham pra câmera, olham pra gente - e não é uma expressão comum, que alguém te dirige numa situação comum. É algo propositalmente não-natural, por assim dizer.

Isso sem contar a linguagem corporal, né. Enfim.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Amanhã eu faço"

Lack of confidence, sometimes alternating with unrealistic dreams of heroic success, often leads to procrastination, and many studies suggest that procrastinators are self-handicappers: rather than risk failure, they prefer to create conditions that make success impossible, a reflex that of course creates a vicious cycle. (...) excessive planning, as if only the ideal battle plan were worth acting on. Procrastinators often succumb to this sort of perfectionism.


Do New Yorker, artigo completo lá, sobre a famigerada procrastinação. Bem interessante.

sábado, 16 de outubro de 2010

Uma pergunta:

Se eu não gosto de um filme, a culpa é minha ou do filme?

Isso não se aplica só a filmes, mas a músicas, álbuns, séries, quadrinhos, etc.

Favor responder nos comentários, vamolá.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Mesma coisa é um caminhão cheio de japonês"*


"Ei, Alan! Você é tão perdedor que..."

Quão importante é a repetição pra uma série de histórias? Uma série de TV, por exemplo.

Tava vendo hoje o segundo episódio da oitava temporada do Two and a Half Men e nele meio que rola uma tentativa de mudança no STATUS QUO. No começo da nova temporada do House rola algo parecido. É aquela coisa: muda mas não muda.


Procurei por "continuação" no Google e apareceu isso.

Por um lado, a gente vê uma série por que sabe o que vai acontecer. House tem o paciente com a doença misteriosa, um draminha aqui e acolá, as SACADAS ESPERTONAS do House, etc. Two and a Half Men tem o Jake sendo burro, o Alan sendo certinho, o Charlie bêbado e soltando SACADAS ESPERTONAS. Mas a gente sempre espera uma novidade. HEIN? VAI DIZER QUE NÃO?

Acho que a gente assiste a uma série pra ter o FEELING dela, por assim dizer. Pelo contexto todo, pelo espírito da série, talvez mais do que pela história em si. Lost, por exemplo. Pra mim o espírito da coisa continua o mesmo, até o final, por mais que muita gente tenha debandado na metade dela, ou mesmo antes. Vieram novidades, mas o feeling me pareceu o mesmo. Claro que isso não rola só com séries de TV, mas com qualquer produção onde se tenha a ideia de continuidade, como o trabalho de uma banda, de um autor, de um diretor, de um ator, uma série de quadrinhos, enfim.

Apesar disso, a tendência de continuidade eterna parece muito mais algo próprio do modo norte-americano de produzir as coisas.

(CONTINUA...)

* Meu pai fala isso quando alguém diz que algo "é tudo a mesma coisa".